sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia 7 - Purmamarca - San Pedro de Atacama - 393Km - 13/09/2013

Levantamos as 7:00, meu relógio não tocou as 6:30 como havia programado, mas como o corpo já se acostumou ao horário não perdemos a hora. Arrumamos tudo, tomamos café, por sinal bem fraquinho, apenas algumas bolachas, um pao com manteiga e um copo de suco de laranja.Saimos as 8:30 e seguimos pela ruta 52 rumo ao Paso de Jama.









Iniciamos o caminho subindo uma serra cheia de rochas com um penhasco e um vale ao lado. Subimos até 4100m de altura. No ponto mais alto existe um placa onde é possível tirar algumas fotos e venda de artesanato local. Neste trecho encontramos varias llamas e também alguns burros. Encontramos bem no pico também um grupo de 7 brasileiros fazendo o mesmo percurso de moto e seguimos juntos por algum tempo.


Após este vale veio um retao e logo a frente umas das visões mais esperadas da viagem, pelo menos para mim, o grande salar. Uma imensidão branca dos dois lados da estrada. Esta imensidao de sal e resultado de um mar que secou a milhoes de anos nesta regiao.

Paramos as motos num ponto onde existe uma venda de artesanato, tiramos algumas fotos e percebi que havia um caminho que era possível passar com as motos e andar sobre o salar com elas. Entramos no salar rodamos uns 5 minutos adentro e paramos as motos para tirar algumas fotos e experimentar um pedaço de sal para ver quão salgado era. Neste trecho estávamos a 2500m de altura.


























Voltamos para a estrada e alguns minutos depois começamos a subir mais ainda. Chegamos novamente aos 4000m e chegamos ao Paso de  Jama. Não paramos em Susques para abastecer pois havíamos abastecido as motos em Tilcara, no dia anterior, alguns quilômetros antes de Purmamarca e também estava com os 2 rotopax cheios.

Paramos para abastecer antes de fazer a saída da Argentina. O posto é bem grande e tem uma boa área de alimentação. Aproveitem para comer pois acredito que diminua o efeito da altitude neste ponto da viagem. O ponto mais critico e alto ainda estava por vir, do lado chileno.
Fizemos toda a burocracia de saída da Argentina, e ali mesmo ja e feita a entrada no Chile, estava vazio de todo o processo deve ter levado aproximadamente 1 hora. Assim que fazemos a entrada no Chile, eles conferem as malas da moto (bem superficial) para ver se não estamos levando alimentos e logo fomos liberados. 










Continuamos subindo, sempre com a altitude na cada dos 4000 a 4500m e em seguida quando chegamos a uma longa reta começamos a avistar o grande Licancabur, uma enorme montanha (vulcao) com um forma bem triangular, que os antigos povos respeitavam muito e juravam ser sagrada, pelo tamanho e também por levar agua a estes povos. A neve do pico derretia e chegava como agua até os povoados localizados logo abaixo, próximos desta montanha.

Até aqui um visual bem arido, grande retas, já com um pouco de vendo e vários cerros ao redor. Em seguida, quando começamos a subir mais, começamos a passar por alguns lagos, alguns em tom azul, outros esverdeados, provavelmente por causa do sal também. Nesta região existe muito sal inclusive nas rochas.










Começamos então a encontrar gelo pela estrada, dos 2 lados, as vezes formavam paredões ao lado da estrada, um visual maravilhoso.









Neste trecho comecei a sentir o efeito da altitude e comecei a me sentir um pouco mal e a ter uma forte dor de cabeça, sentia os olhos como se estivessem inchados, querendo sair do rosto. Como não queria passar mal la em cima resolvi acelerar e pela primeira vez eu e o Glauco nos separamos na estrada. Decidi, não parar muito para tirar fotos, continuei apenas filmando o caminho, admirando a paisagem e acelerando para chegar o quanto antes a São Pedro. Neste trecho venta bastante e a temperatura ficou em torno de 5 graus no painel da moto. Não senti tanto frio e acabei usando apenas o macacão, a luva de frio e o capacete. Nada de segunda pele para as mãos e balaclava. Alias não usei balaclava e a segunda pele para as maos em nenhum momento até aqui. Depois deste trecho alto de retas e curvas, vem uma longa reta em descida de aproximadamente 60 a 70km que termina na cidade de San Pedro de Atacama. Cuidado em não se animar muito neste trecho, a pista e perfeita mas já vi relatos de gente que se empolgou e caiu neste trecho. Cheguei em São Pedro de Atacama umas 17:00 e aguardei o Glauco por uns 45 minutos ainda para chegamos juntos ao Hotel, pois time é time, temos que chegar juntos sempre.

Ficamos hospedados no Hotel Poblado Kimal, um hotel todo estilizado, com os chalés parecendo povoado antigo da região,  muito bem montado com um bom espaço no quarto e um belo banheiro. Com ceeteza supera todos os Hoteis até aqui, também possui internet e garagem para as motos.

Como não tinha comido praticamente nada durante a viagem, apenas um croissant no posto em Paso de Jama, decidi sair para comer. O Glauco como estava cansado resolveu ficar no quarto.
O Hotel fica ao lado da rua principal da cidade, a Caracoles e la escolhi o restaurante Casa de Piedra, para comer um lanche rápido. Acabei decidindo por uma pizza individual, que depois acabei descobrindo que é o prato principal da casa. O lugar é bem legal, comida boa e atendimento ótimo.
Depois de comer voltei para o Hotel, tomei um banho e dormi, acho que por volta das 20:00hrs.

Amanha cedo escolheremos os passeios que faremos durante a estadia em San Pedro e também faremos um tour pelo centrinho da cidade.

3 comentários:

  1. Cara, vi agora a GoPro instalada, não tem nenhuma filmagem? Abraço

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  2. Anderson,

    Tenho sim, praticamente toda a viagem filmada. Como ficou muita coisa ainda não editei os vídeos. Vou editar todos os dias e também fazer um com o resumo de toda viagem.

    Se estiver precisando de algum trecho especifico, me avise que divido com você.

    Abs,

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  3. Amigo, meus parabéns pela viagem e estou seguindo seu roteiro para fazer a viagem em setembro deste ano 2016. Na subida em altas altitudes você teve problemas com perda de potência da moto? Abraço

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