sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia 5 - Termas del Rio Hondo - Salta - 456Km - 11/09/2013

Acordamos as 5:30 e agora já não temos mais dificuldades de acordar bem cedinho. O que muda a partir de agora é que mesmo com uma boa noite de sono o corpo ainda acorda um pouco cansado, querendo ficar um tempinho mais na cama.

Por outro lado, acordamos motivados pelo que vem pela frente, o desconhecido, desbravar novas terras, lugares muito diferentes daqueles que conhecemos ou estamos acostumados, continuar nosso desafio e cumprir cada uma das etapas como planejado.

Arrumamos as motos, conseguimos dar um banho de esguicho nelas, a sujeira já estava grande e as maquinas precisavam mesmo de um banho, ja estava na hora.

Saímos de Rio Hondo as 8:00 da manha sentido Tafi Del Valle. Quando saímos do Hotel combinamos de tirar um foto na frente do Hotel já que o estacionamento ficava na rua ao lado, mas acabamos nos perderdo. Segui viagem pensando em encontrar o Glauco na estrada já que ele sempre puxava o pelotão, ou melhor, a dupla.
Uns 15 minutos depois percebi que algo estava estranho, não chegava no Glauco e decidi esperar e também nada do Glauco aparecer. Resolvi voltar ao Hotel e la estava ele.

Esta dica é boa, sempre que se perderem voltem para o ultimo ponto que se viram ou que estavam juntos, caso não queiram seguir sozinhos. Perdemos mais ou menos uns 30 minutos até nos encontrarmos e agora sim seguimos viagem juntos.


Saimos de Rio Hondo pela Ruta 9, boa estrada, com pouco vento e clima bom, deixamos já aquela região de altas temperaturas e fortes ventos laterais. Nesta estrada pouco transito mas um pouco mais do que estamos acostumados até aqui. Saimos da Ruta 9 e pegamos a Ruta 323 sentido Famailla, estrada com o asfalto um pouco ruim, mais simples, mas mantemos uma boa velocidade por volta dos 100km/h. Em Famailla atravessamos a cidade e pegamos a ruta 38, apenas um pequeno trecho até cairmos na ruta 307 sentido Tafi del Valle.

Estrada muito bonita já no pé da serra. Por azar a estrada estava bloqueada devido a uma reforma e tivemos que ficar 3 horas esperando a estrada ser reaberta. Como havia uma fila muito grande de carros, viramos a atração do lugar, muita gente querendo saber sobre as motos, de onde vinhamos, para onde iriamos. Isso ajudou a passar o tempo mais rápido.













Assim que a estrada foi reaberta, começamos a subir a serra e que serra. Lugar fantástico, estrada bonita, cheia de curvas e uma paisagem melhor ainda. Serra com um grandes vale e um rio passando no meio. De tirar o folego e o foco da estrada em alguns momentos.

Depois desta serra passamos por um ponto turístico chamado El Mollar, uma espécie de lago ou represa com algumas montanhas em volta, já com uma paisagem mais árida, seca – Imperdivel.

Quem estiver passando por aqui não pode deixar de visitar, fica 500m a esquerda na estrada. Da estrada é possível visualizar o lago e existem varias placas apontando para o local.


Saindo do El Mollar, chegamos em Tafi Del Valle, uma cidadezinha bem simples, no meio do vale e seguimos viagem até Cafayate. Esta região, de Tafi, Cafayate até Salta é a segunda maior produtora de vinhos da Argentina e faz um tipo especifico de vinho chamado Torrontes, entre outros.

A partir dai, a paisagem muda totalmente e a natureza da outro show. Pegamos uma outra serra, cheia de curvas também, subimos até 3000m de altura.










Em seguida a paisagem se torna um vale maravilhoso no estilo faroeste, com muitas pedras, cactos, vales com rios secos ao meio, deslumbrante. Passamos uma boa parte do dia subindo e descendo este vale, tirando algumas fotos e “saboreando o visual”.











Depois de descermos  aproximadamente 1500m começa novamente mais um show, neste trecho passamos por varias vinícolas, encravas ao redor dos picos.

Chegamos a Cafayate, que é uma cidade muito interessante, vários hotéis e albergues, bares restaurantes. Daria para passar mais tempo aqui mas devido ao atraso na viagem, não pudemos ficar mais, a ideia era pelo menos almoçarmos por aqui.

Depois de Cafayate tudo diferente e magnifico novamente, grandes montanhas de pedra e areia, enormes, cada uma com sua forma, esculpidas pelos tempo, pelo vento, chuva e cada uma com vários tons de rocha, o que demonstra que estávamos passando por uma região muito antiga, a impressão é que estamos pilotando no meio do Grand Canyon e com um rio seco no meio de tudo isso. Esta região esta cheia de sítios arqueológicos, áreas protegidas, museus que também remetem a época que os Incas e outras civilizações passaram por aqui.



















Realmente a ruta 307, este trecho da Ruta 40 e a ruta 68 valeram a pena. A estrada segue assim até próximo de La Viña, quando vira uma estrada  mais comum, com alguns vilarejos ao redor, até chegarmos em Salta.

Neste dia não almoçamos por causa do atraso na viagem no inicio do dia. Mas com tantas paisagens diferentes nem senti fome.

Salta é uma cidade grande, cheia de semáforos e na minha opinião não é bonita. Existe um passeio muito comentado na região que é o Trem das Nuvens. Quem sabe da próximo vez, ficamos mais um dia na cidade e fazemos este passeio, dizem que vale muito a pena.



Chegamos no Hotel Iris as 19:30, parece bem simples mas acolhedor, encontramos mais 4 brasileiros que estavam de moto pela região e iriam fazer o deserto do Atacama e um trecho na Bolívia. Provavelmente vamos nos encontrar novamente no Chile.

Deixamos as coisas no quarto, nos arrumamos e saímos para comer. Fomos ao restaurante Jose Balcarce, um restaurante de alta gastronomia, com poucas mesas e bem sofisticado. Afinal, já que não tínhamos almoçado e tomado café direito, merecíamos um bom jantar e comemorar mais um dia de viagem.

Tomamos um belo vinho da região, um Laborum, pedi de entrada um carpaccio de Llama e por fim um Bife argentino com batatas. Já estava bem cansado e chegando ao hotel fui direto dormir. Este foi o primeiro dia que não desfiz todas as malas, nas coloquei as coisas para carregar e lavei as roupas. Deixarei para fazer isso amanhã em Purmamarca ou mesmo em São Pedro de Atacama.

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