sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia 3 - Foz do Iguaçú - Corrientes - 650Km - 09/09/2013

Acordamos as 4:00hrs da manhã para sairmos antes do amanhecer e reduzir as chances de pegarmos filas na fronteira e também para reduzir as chances de sermos parados pela policia no primeiro trecho em solo argentino. Dizem que neste trecho os policiais dão muito trabalho aos brasileiros que passam de moto por ele.

Motos arrumadas, pneus e tanques cheios, saímos do Hotel as 5:00hrs da manha. Pegamos a estrada sentido a fronteira com a Argentina, passamos pela fronteira sem filas e sem nenhum problema, acho que levamos no máximo 15 minutos.










Seguimos até Porto Iguazu, já do lado argentino. Na rotatória peguem a saída para a esquerda, e assim pegamos a Ruta 12. Escolha perfeita de horário, começamos a viagem a noite, que não é recomendado, mas foi por pouco tempo já que logo o dia começou a nascer e foi uma experiência fantástica, estavamos sozinhos na estrada, a paisagem nesta parte da Argentina é maravilhosa, são alguns vales com bela vegetação e devido ao horario com um pouco de frio, pegamos vários trechos com neblina, o que deixava o cenário ainda mais belo e desafiador. A estrada neste trecho tem um cheiro/perfume muito agradável. O clima e paisagem sao muito parecidos com o Campos de Jordão, a vantagem de viajar de moto é que realmente você sente os lugares por onde esta passando.

Até Posadas foi assim, estrada bonita, belas paisagens e vilarejos bem arrumadinhos ao redor da pista. Neste trecho pegamos vários postos policiais mas nenhum nos parou. Também há vários postos de gasolina no caminho. Apesar de ser uma região serrana, este trecho tem uma altitude bem baixa, de 50 a 150 metros de altitude em relação ao nível do mar.



Depois deste trecho meio serrano, começa um trecho de paisagem com campos abertos, com várias plantações, criações de gado e de ovelhas e com retas bem longas. A estrada é bem asfaltada e é possível desenvolver velocidades altas e a viagem rende.



Depois de Posadas, passando por Ituzaingó, decidimos entrar na cidade para conhecer uma represa que vimos varias placas na estrada. Nada demais, tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Na minha opniao não vale a pena entrar em Ituzaingó.

Nos últimos quilômetros de viagem, pegamos um pouco de vento lateral e a estrada não esta mais com o asfalto 100%...ele esta “zebrado” ou melhor com umas riscas no sentido da pista que fazem a moto vibrar um pouco, mas nada que atrapalhe muito a pilotagem.


Após 650 km percorridos chegamos em Corrientes. A cidade antiga, simples, com muito transito. Ah, muito importante, quando entrarem na cidade, motos e bicicletas são obrigadas a circular utilizando a pista da direita, a local. Se andarem na principal, vão levar multa ou ter que deixar um "trocado" para a policia de Corrientes.

Demos uma volta na cidade para conhecer, passamos pela avenida Costanera que faz margem com um rio e seguimos para o Hotel Corrientes Plaza. O Hotel fica no centro da cidade em uma das praças principais da cidade, que por sinal, estava suja, uma pouco descuidada e com um mendigo dormindo a porta do Hotel.








O Hotel é antigo e esta em reforma. Por fora e pelas instalações não recomendo, mas o quarto e o café da manha são bons. Também possui estacionamento para as moto e internet.

Como havíamos acordado muito cedo, decidimos não sair. Arrumamos tudo e umas 19:00hs fomos dormir para nos prepararmos melhor para a próxima jornada que seria a mais longa da viagem até agora, 700km pelo Chaco e rumo ao noroeste da Argentina.

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