segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Dicas e Sites Uteis

Dicas:

Nao deixe de levar e usar diariamente filtro solar no rosto e protetor labial, nao usei nos primeiros dias de viagem e cheguei no Atacama ja com a boca toda rachada e o rosto ja bem queimado do sol.

Agua eh muito importante, nao deixe de levar um camelback junto com voce, sera muito importante para sua hidratacao durante o dia, nao esqueca de enche-lo todo dia antes de sair para a estrada e quando possivel nos postos de gasolina onde onde parar para comer durante o dia.

Nao esqueca os adaptadores de tomadas universais, serao muito uteis durante a viagem, no meu caso levei 2 e uma regua ja que precisava carregar varios aparelhos eletronicos, como celular, netbook, filmadoras, maquina fotografica, intercomunicador e etc.

Leve dinheiro junto com voce, principalmente nos trechos da Argetina, muitos postos, restaurantes e ate mesmo hoteis muitas vezes nao aceitam cartoes. No trecho do Chile praticamente todos os lugares que passamos aceitam cartao, mas nunca eh demais se previnir. Muito importante dividir o dinheiro em varios bolsos e nas malas para diminuir o risco de perder todo o dinheiro, dimiuir o risco de roubo e de ter que dar um valor muito alto aos policiais argentinos.

Assim que a automia da moto chegar a 150km comece a procurar um posto na estrada e nao exite em abastecer a moto, alias sempre encha o tanque, existem trechos que nao existem postos por mais de 100km.

Nao eh necessario levar muita roupa, voce passara praticamente o dia todo com o macacao da moto e uma segunda pele. A noite uma calca jeans e camiseta ou polo ja eh o suficiente, alem de uma malha ou jaqueta para os dias frios. Um tenis e um chinelo tambem ja bastam, alem de algumas cuecas e meias. O ideal eh usar camisetas leves, faceis de lavar e secar como as de tecido Dry-Fit. Lembro que eu lavava minha segunda pele todos os dias no banho e no outro dia de manha ja estava seca, limpa e pronta para o uso.

Todos os dias verifique a calibragem dos pneus, o nivel de oleo do motor e o aperto dos parafusos dos acessorios, parabrisa, cavalete entre outros. Se a moto tiver corrente, lubrificar a cada 500km ou todos os dias.

Para os lugares mais altos e mais frio frios eh aconselhavel o uso de balaclava, e segunda pele para as maos. Neste caso pode ser usado uma luva cirurgica por baixo das luvas tambem.

Em viagens com mais de 3 dias e com longas distancias diarias, aconselho o uso de uma almofada, existem algumas especificas para moto, no meu caso usei uma AirHawk. Realmente vai salvar a vossa bunda. Fiz todo a viagem com a minha e nao tive nenhum tipo de dor.

Mesmo que todo o roteiro da viagem esteja no GPS, impressindivel numa viagem como esta, eh importante levar o mapa em papel, aconselho ler o mapa antes para ja se acostumar com o mesmo e em caso de necessidade usa-lo de forma mais facil e rapida.

Leve uma copia de todos os documentos com voce, no caso de perda sera muito mais facil conseguir os originais em caso de perda ou roubo ou mesmo utiliza-los quando nao for necessario o uso dos originais

Tente sair o mais cedo possivel pela manha para aproveitar mais o dia na viagem, curtir a estrada, admirar a paisagem, tirar muitas fotos e chegar mais cedo ao destino. Assim tambem eh possivel conhecer as cidades que passara durante o caminho. Tambem ajuda caso tenha algum imprevisto durante a viagem, o que neste tipo de aventura eh dificil de prever e pode acontecer a qualquer um.

Tente comer coisas, reduz o risco de sono e de passar mal em cima da moto durante o dia. Banheiros bons e limpos tambem sao raros em alguns trechos.

Se nao estiver viajando sozinho tentem andar sempre proximos na estrada, isso diminui o risco de alguem errar o caminho o mesmo se perderem no trecho, alem de que a viagem com companhia fica muito mais prazerosa.

Faca uma revisao geral na moto antes da viagem - verique/troque - filtros, oleo, pastilhas de freio e pneus.

Nao menos importante se possivel nunca viaje durante a noite.



- Sites de Reserva de Hoteis:

http://www.booking.com/
http://www.decolar.com/
http://www.tripadvisor.com.br/



- Sites de Compras:

http://www.motoatacama.com.br/
http://www.provermotos.com.br/loja.ecm
http://www.mercadolivre.com.br/
http://www.amazon.com/
http://www.ebay.com/
http://www.motorcyclesofmiami.com/
http://www.ncbmwmotorcycles.com/
http://www.maxbmwmotorcycles.com/
http://starnewsmotos.com.br/
http://www.caltabiano.com.br/site/lojas-oscar-freire-bmw.aspx



- Seguro Saude:

http://www.assist-card.com.br/default.aspx?gclid=CJa09KTx07oCFfFj7AodODQAyw


- Carta Verde:

http://www.itton.com.br/


- SOAPEX - Exigido no Chile a partir de 11/2013 (documento similiar a Carta Verde)

http://www.magallanes.cl


- Lei de Transito Argentina:


http://www.infoleg.gov.ar/infolegInternet/anexos/0-4999/818/norma.htm


- Ruta 0 - Site parecido com o Google Maps que detalha a rota e a condicao das estradas na Argentina trecho a trecho

http://www.ruta0.com


- Site da YPF - Possivel verificar a localizacao dos postos nos trechos na Argentina

http://www.ypf.com/Paginas/Home.aspx


- Carteira Internacional de Habilitacao - PID:

http://www.automovelclubedobrasil.org.br/carteira-de-habilitacao-internacional


- Sites de alguns acessorios/equipamentos utilizados na viagem:

Projeto Mapear - Mapas da Argentina e Chile para GPS: http://www.proyectomapear.com.ar/
GPS Garmin Zumo - http://sites.garmin.com/zumo/

domingo, 6 de outubro de 2013

Agradecimentos

Muitas pessoas me ajudaram a realizar esta viagem e não poderia deixar de cita-las no Blog e de agradecer pelo apoio.

Em primeiro lugar quero agradecer a Deus e a minha familia, pela torcida durante a viagem, por terem acompanhado e rezado para que nada acontecesse comigo durante toda o caminho e tudo foi perfeito.

Quero agradecer minha namorada, Cintia, por ter me apoiado desde o inicio neste projeto, pela paciência durante os quase 4 meses de planejamento da viagem no qual passei muitas noites e finais de semana focado no planelamento e deixei de dar a atenção e carinho que ela merece.

Em terceiro quero agradecer o Wlamir Panko, primeiro pela moto, a moto que usei na viagem comprei dele e estava como nova, parece que me esperando para fazer a viagem. Também quero agradecer pelas muitas dicas, por tirar as duvidas que tinha em relação ao roteiro e ao que levar. O blog do Wlamir foi o que me inspirou a fazer esta aventura e foi o que utilizei como base para toda a minha viagem - http://atacama-de-moto.blogspot.com.br

Ao Glauco Rozner, meu parceiro de viagem e que dividiu cada momento da realizacao deste sonho. Esse Blog vai ajudar a gente a manter vivo cada momento desta viagem e ajudar outros viajantes a realizar o mesmo sonho. Com certeza realizaremos outras viagens como esta juntos, esta foi so o inicio.

Quero agradecer a Alisson Autor, que me ajudou a conseguir em tempo recorde as camisetas e adesivos da viagem. Ele conseguiu preparar tudo em menos de uma semana.

Ao Victor Rosa (Bigode) e ao Ricardo Sato que desenvolveram os dois logos que utilizei na viagem. O Ricardo foi responsavel por este logo que aparece no site e o Victor pelo logo utilizado na camiseta e no adesivo da viagem - trabalho de craque!

Ao Sandro de Curitiba que sem nem me conhecer me ajudou a conseguir o documento do consulado argentino carimbado com as exigencias para motos transitarem na Argentina - http://www.sonhodemoto.blogspot.com.br - sem me cobrar nada. Como ele diz, ajuda de motociclista para motociclista! Sandro, pode contar comigo quando precisar...

Aos meus tios Jorge e Marisa e aos meus primos Emir, Larissa e Maisa por me receberem de braços abertos em Maringá e pelo hambúrguer maravilhoso.

Por fim, a todas as outras pessoas que me ajudaram direta ou indiretamente neste sonho, antes, durante ou depois da viagem. Vai ser difícil lembrar de todos aqui mas sei que vocês sabem quanto foram importantes e que farão parte desta etapa da minha vida para sempre.

Erick Bocchi
                                                                                                               
                                                                                                                 Outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Conclusao da Viagem

Dia 22 - Curitiba - São Paulo - 410Km - 28/09/2013

Acordei cedo empolgado para percorrer o ultimo trecho da viagem com um sentimento de meta quase batida e ao mesmo tempo passava em minha cabeca um filme de tudo que haviamos vivido nestes ultimos 21 dias, os milhares de kms percorridos, os lugares fabulosos que conhecemos, as diferentes paisagns, povos e culturas. As comidas, os passeios no Atacama, os vales incriveis na regiao da pre-cordilheira, o grande salar, a travessia dos Andes ate o Atacama, a primeira imagem do Oceano Pacifico, a avetura de subir de moto e com neve ateh o Valle Nevado, a subida dos Andes novamente depois de Santiago rumo a Mendoza com o Aconcagua ao lado, os vinhedos, enfim experiencias que nunca mais sairam da minha cabeca e que fica quase impossivel de descrever aqui...

As 9:00 da manha ja estava com tudo arrumado,  checkout do hotel feito, moto pronta e arrumada, cafe tomado.

Desta vez faria o caminho sozinho pois o Glauco decidiu ficar em Curitiba para descansar e passaer mais um pouco pela cidade, ainda era sabado. Como nao chegariamos juntos no destino final da viagem, comemoramos ali mesmo o sucesso sucesso da parceria e da expedicao, nos abracamos e parti...

Sai de Curitiba pela BR-116 com um clima muito bom. Apos uns 45 minutos de viagem do lado direito da estrada avistei o Portal da Estrada da Graciosa, uma estrada turistica, antiga e feita de paralelepipedos, muito visitada por turistas, pessoas que residem em Curitiba e tambem por motociclistas.

Assim que passei pelo Portal comentei comigo mesmo, ainda voltarei para descer e subir esta serra alem de comer o famoso barreado de Morretes, cidadezinha que fica logo abaixo da Serra da Graciosa.

Alem do excelente clima a estrada estava com pouco movimento. Adoro andar de moto por esta estrada a paisagem eh magnifica, a pista eh bem larga e bom asfalto, com muitas retas e curvas perfeitas para se faze de moto. Mais proximo a SP o movimento de caminhoes e carros comecou a aumentar e tambem peguei alguns pontos com reformas na pista.

Segui em ritmo bom e parei apenas uma vez para abastecer entre Cajati e Registro. Consegui chegar em SP a tempo ainda de almocar com a minha namorada Cintia, por volta das 14:00hrs estava em casa. Neste trecho nao tirei nenhuma foto pois eh um trecho mais comum e mais conhecido pelo menos por quem mora em SP ou Curitiba. De qualquer forma filmei praticamente todo o trecho.

No momento em que cheguei em casa, parei a moto, olhei para a motoca e fiz a ultima filmagem da viagem. Comentei como foi o dia, mostrei o estado em que cheguei e da minha moto que foi minha companheira inseparavel nestes ultimos 22 dias e que me deu muitos momentos de alegria e aguentou firme sem nennhum problema, tirando a sujeira em que se encontrava....rss. Nada que uma boa lavada nao resolvesse. Tinha de tido grudado nela e na minha roupa que nao lavei nenhuma vez durante a viagem, oleo, areia, asfalto, pedaços de insetos que batiam na viagem, tudo junto e grudado na roupa e na motoca.




Dia 21 - Passo Fundo - Curitiba - 555Km - 27/09/2013

Hoje a viagem de Passo Fundo a Curitiba começou mais tarde. Ontem quando chegamos a Passo Fundo o Glauco foi atrás de um pneu traseiro novo pois o dele já estava no arame. Conseguiu um pneu para hoje cedo numa concessionaria de motos da Honda. Como o Pneu iria chegar as 9:30, pude acordar uma hora mais tarde, enquanto ele tentava resolver o problema.
Acordei as 7:40, arrumei as coisas, tomei café, fiz o checkout e as 9:30 já estava na concessionaria esperando o pessoal finalizar o serviço na moto do Glauco. 




Isso soh aconteceu pois o Glauco nao quis trocar o pneu em Sao Paulo antes de comecarmos a viagem. Um pneu novo da para toda a viagem tranquilamente, geralmente dura mais de 10 mil quilometros e rodariamos na viagem entre 8500 e 9000km.
Saimos de Passo Fundo as 10:30hrs, mas logo na saída da cidade nos perdemos e neste dia acabamos nos encontrando apenas no destino final, Curitiba.
Saindo de Passo Fundo pela BR.. peguei um grande congestionamento devido a obras na pista. Até Erechim foi assim, alguns trechos com desvios e reformas, muito transito, principalmente caminhões, mas a estrada compensa, bom asfalto quando não tem desvios ou trechos em reformas, serras com belas curvas e alguns retões. A paisagem bastante verde, araucárias, pinheiros, algumas plantações e vários rios com pontes no caminho.


Depois de Erechim, peguei a BR-153, a estrada e a paisagem continuam as mesmas, o transito melhora bem, mas ainda existem muitos caminhões pelo caminho.















Dia 20 - Uruguaiana - Passo Fundo - 578Km - 26/09/2013

Hoje o dia foi bem mais tranquilo do que ontem. Saimos do Hotel Presidente, que recomendo, pelo atendimento, instalações e excelente café da manha, as 9:00hrs da manha. Pegamos a BR-472 sentido São Borja, estrada simples mas com asfalto em bom estado, pouco movimento e o clima estava perfeito, por volta dos 22 graus. Hoje não abastecemos as motos na partida pois ainda estavam com o tanque quase cheio e eu ainda tinha um dos rotopax cheios, com 7 litros.
Rodamos até São borja onde abastecemos pela primeira vez, até aqui tudo certo, o único cuidado com este trecho fica com relação ao muitos pássaros que ficam atravessando a pista com voos rasantes ou ficam em bando a margem da estrada e quando passamos saem voando. Algumas vezes em direção a moto, por sorte não pegamos nenhum. A impressão que tive é que os pássaros do lado argentino são mais rápidos para sair da pista do que os do lado brasileiro...rss
Neste trecho a estrada tem bastante vegetação verde do lado da pista, com arvores, algumas plantações, pastos, passamos também por vários rios e pontes. Em uma delas tivemos que esperar uns 5 minutos para passar. São duas ou tres pontes seguidas, antigas e como só passa um carro por vez, primeiro passam os carros de um lado da estrada e depois liberam os veiculos do outro lado, tudo isso controlado por um semaforo.
Depois da BR-472, caímos na BR-285 que parece ser praticamente a mesma estrada, conhecida como a rota da missões, mesma paisagem, condição da pista e trafego. Pegamos hoje 2 ou 3 pedagios também mas em nenhum deles motos pagam, passamos ao lado em todos.
Paramos para abastecer novamente na estrada logo após Panambi, uma cidade a beira da estrada, passamos por varias cidadezinhas de beira de entrada e quase todas elas tem algum monumento ou uma bela entrada/fachada.
A única preocupação do dia foi com o pneu traseiro do Glauco que já esta na malha de aço, mas conseguimos chegar bem até Passo Fundo. Hoje já arrumamos um pneu novo e amanha cedo antes de sairmos para Curitiba passaremos na loja para trocar o pneu.
Chegamos em Passo Fundo as 16:00hrs. A cidade é bem maior do que esperava, movimentada e bonita. O hotel que ficamos é o Villa Vergueiro, acho  que é o melhor que nos hospedamos até agora, deve ser um 4 estrelas. Agora é arrumar tudo que não deu tempo de arrumar ontem, escrever o diário dos dois dias e baixar todas as fotos e vídeos. Só consegui gravar a estrada de hoje pela manha pois o cartão de memoria da GoPro encheu nestes 2 dias, mas vai dar pra mostrar bem o trecho pois ele é muito parecido o tempo todo.
Ainda falta conhecer o Cuiao do Prefeito e jantar em algum lugar legal da cidade.

Demos uma volta pela cidade, existem praticamente 2 avenidas principais, uma praça e a rua do lado da praça é a rua onde estão a maioria dos bares e restaurantes. Pouca coisa. Pedi uma indicação de um bar e me disseram va ao Boka Lanches, achei o nome estranho, ai decidi pedir então a indicacao de um restaurante, para minha surpresa me indicaram novamente o Boka Lanches. É isso ai o jeito foi conhecer o tal Boka. É um restaurante/bar, que serve lanches, alguns pratos e petiscos. Dependendo do horário é mais para família, happy hour ou pre-balada. Resumindo, bem fraquinho. Deu pra sentir saudade de São Paulo de novo com infinitas e boas opções. Comi um lanche, uma Coca e fomos dormir. Amanha cedo o Glauco vai tentar arrumar um pneu novo para a moto e depois seguimos para Curitiba, penultima parada antes da chegada a São Paulo.

Dia 19 - Cordoba - Uruguaiana - 850Km - 25/09/2013

Hoje o dia foi cheio de emoções e o mais mais longo de estrada que pegamos até aqui. Acho que será o mais longo da viagem, percorremos uma pouco mais de 850kms.

Saimos de Cordoba as 8:30 da manha e resolvemos abastecer as motos assim que saíssemos da cidade, queríamos adiantar um pouco a viagem pois o dia seria longo e perderíamos 1 hora devido ao Fuso Horario de onde estávamos para onde iriamos dormir.

Pegamos a Ruta 19 saindo de Cordoba e logo na saída da cidade muitas reformas na pista, ficamos parados por algum tempo e decidimos cortar pela grama, entre as cercas e o acostamento para ganhar tempo ou não perder ainda mais. Vantagem de estar de big trail, da pra andar em qualquer terreno.

Pegamos trechos com reformas, desvios e pista ruim quase que todo o tempo. O trecho de hoje foi o pior que pegamos até aqui. Pista simples, bastante trafego, muitos pássaros e muito remendo e buraco no asfalto.

Este trecho da ruta 9 corta vários vilarejos que deixam a viagem um pouco mais lenta. Aproveitem para abastecer a moto nestas cidadezinhas. Na estrada, fora dos povoados, não existem muitos postos.
Quase chegando em Santa Fé, a estrada melhorou um pouco, eram 13:00hrs e aproveitamos para comer um negócio rápido na Choperia Santa Fé, fica numa das ruas principais no caminho que estávamos seguindo para Parana. Como estava cheio e parecia rápido, resolvemos parar. Comemos 2 bifes a milanesa com batata e seguimos viagem. Dica, parece que o frango aqui é excelente, vi mais de 20 saindo da cozinha para as mesas ao lado. O lugar é legal, vale a pena para quem tiver de passagem.

Saindo de Santa Fe a estrada melhora, pegamos uma ponte bonita e bem grande por cima de um rio e alguns quilômetros a frente um túnel que liga as cidades de Santa Fe e Parana.
Pegamos alguns pedágios no caminho, alguns pagavam, outros não. Teve um que o espaço para as motos passarem ficava do outro lado da pista, na contramão.

Saimos de Santa Fe pela Rota 12 e depois entramos na Ruta 127 que leva até o Paso de Los Libres.

Antes de chegar a ruta 127 achei que já tivéssemos passado do ponto para pegar a rota e voltei uns 3 quilometros até me achar novamente. Acabei tendo esta impressão pois comecei a ver placas para Corrientes e não via nenhuma dizendo ruta 127 ou Paso de Los Libres. Fiquem tranquilos, quem passar por aqui pois é bem sinalizado.

Neste momento, quando parei a moto no acostamento para ler o mapa, o Glauco parou a moto dele ao meu lado e quando foi colocar o pezinho....bummm...foi pro chão. Ele parou exatamente em cima de uma lamaçal e quando foi por o pezinho da moto e o pé os 2 afundaram e a moto foi pro barro, literalmente.

Bom, levantamos a moto, nada de mais, apenas muito barro em toda lateral esquerda da moto. Parecia que fez um rally...nos achamos no mapa e seguimos viagem.











Na rota 127 tambem não existem muitos postos, então quando avistarem um posto, aproveitem para abastecer. O dia começou a escurecer e ainda estávamos vem longe do nosso destino, aprox. 250km de distancia. Paramos para abastecer as motos e o Glauco aproveitou para tirar um pouco do barro da moto e eu para colocar a viseira transparente já que viajaríamos a noite. Não recomendo, não faço isso, mas desta vez não teve jeito.

Começamos a rodar a noite, estrada toda cheia de buracos, remendos, os pássaros voltando para casa e atravessando a pista. Alguns bichos mortos já na estrada e tínhamos que desviar, parecia vídeo-game...rss. La pelas 20:00hrs num trevo em reforma, onde a ruta 127 cruza com a ruta 14, pegamos o sentido errado e só percebi uns 22 quilometros a frente quando comecei a ver placas de uma cidade que nao estava em nosso caminho original, as cidades eram Monte Caseros e Curuzú Cuatiá. Fizemos o retorno, mais 22 quilometros retornando, neste caminho já eram 20:30, estrada de esfalto ruim, varios trechos de terra e muitos caminhões, uma aventura de verdade...rs. Chegamos novamento no trevo onde erramos e achamos a passagem para a 127 sentido Paso Los Libres. Bem no trevo também tinha um posto e aproveitamos para abastecer novamente. O Glauco só tinha mais 50km de autonomia. A moto dele tem o tanque maior do que o da minha, 33litros contra 20, mas no ultimo posto ele não completou o tanque.

Em todas as estradas na Argentina, existem muitos postos policias, geralmente ele ficam na entrada ou saída das cidades que beiram a estrada ou uns 50km antes ou depois de grandes cidades. Desta vez fomos parados 2 vezes mas sem surpresas, apenas pediram os documentos da moto, o os nossos e fomos liberados. Nos 2 ainda era dia. Realmente como muitos falam, neste trecho os policiais param muita gente, felizmente não tivemos problemas com nenhum.

Seguimos na 127 por mais 120km até chegarmos a fronteira. Sensação de alivio, de desafio cumprido e de estar realmente vontando pra casa. Não sei se isso é bom ou ruim. A vontade que tenho é de continuar em cima da moto. Apesar de ter pego um dia complicado e uma quilometragem alta, não me sinto cansado.

Chegamos a fronteira e paramos as motos para fazer todo o tramite de saida da Argentina e entrada no Brasil. Estavamos praticamente sozinhos, já eram 22:00hrs. Tudo deve ter levado 10 minutos, atravessamos uma grande ponte e pronto, já estávamos em Uruguaiana - Terra Brasilis.

Fomos até o Hotel Presidente, bom hotel, talvez o melhor da cidade. Deixamos as coisas e fomos direto, com as roupas de moto mesmo jantar. Jantamos num restaurante na praça principal da cidade, e nao por coincidencia o nome era Restaurante da Praca. Me pareceu ser também o melhor da cidade. Lugar bem montado, bom cardápio e atendimento. Escolhi o rodizio do dia que era de carneiro, pois adoro e já estava morrendo de fome...rss. O Glauco escolheu uma massa pois já estava a 3 ou 4 dias só comendo carne. Voltamos para o hotel umas 23:30 e fui dormir do jeito que estava, sem banho, sem baixar fotos, vídeos e arrumar as coisas....






Dia 18 - Mendoza – Cordoba - 668Km - 24/09/2013


Sai de Mendoza sentindo que não seria a ultima vez que passaria por aqui. Provavelmente voltarei outra vez para aproveitar mais os vinhedos, conhecer um pouco mais a história deste lugar e aproveitar um pouco mais os restaurantes e noite de Mendoza.

Saimos as 9:00 da manha pela ruta 7 sentido San Luis, estrada simples mas boa, bela paisagem, lembra um pouco o Chaco e as estradas que pegamos no inicio da viagem pelo norte da Argentina.

Chegando a San Luis paramos para abastecer as motos novamente, dessa vez testei a autonomia da minha moto para ver até quanto faria, o mostrador ja mostrava que a gasolina tinha acabado e a moto continuava andando. Acho que andaria mais uns 15 quilometros depois que a autonomia no painel chegou a zero e assim rodaria quase 380km com o tanque, muito bom para um tanque de 20 litros.

Saindo de San Luis tinhamos que pegar a ruta 146, o GPS não encontrava ou dava o caminho principal entre San Luis e Cordoba. Depois de uns 15 minutos tentando, encontrei a rota certa e seguimos viagem. Dica, quando não encontrar a rota, coloque no GPS cidades menores que aparecem no caminho ateh a cidade que quer chegar no trecho.

A ruta 146 é uma boa estrada simples, também lembra as estradas do Chaco, cerrado ao lado, vegetação baixa, bom asfalto, vento lateral e poucos carros no caminho. Depois de Quines ela vira a ruta 20 e continua igualzinha. Durante todos este trecho uma “Quebrada” (montanha, geralmente de pedra ou areia) nos acompanhou do lado direito da estrada até Villa Dolores. O visual não muda até la.

A partir de Villa Dolores começa um percurso de serrinhas e montanhas, cheia de vilarejos ao redor, com restaurantes, pousadas  e comércios - regiao de Mina Clavero. Me pareceu ser um lugar turístico e que os moradores de Cordoba devem frenquentar bastante durante os finais de semana, férias e feriados. Subimos até mais ou menos 2000 metros com belas paisagens do vale de pedras, da serra, com alguns penhascos e começamos a descer até que esta estrada chega a estrada principal e chegamos em Cordoba.










Ficamos no Hotel Interplaza, que fica bem no centro, ao lado da principal praça da cidade, muito bem localizado, boa infraestrutura e serviços, recomendo.
A cidade é grande, bonita e com o centro bem movimentado. Bem na hora que chegamos havia uma procissão na rua do hotel, tivemos que empurrar a moto por um quarteirão, pois a policia não nos deixava passar pilotando. Chegamos quase as 18:00hrs.


Deixamos as coisas no quarto, tomamos um banho e fomos jantar no restaurante Alcorta, considerado um dos melhores da cidade e que talvez tenha a melhor parrilla.

Estava fabuloso, comemos um gran bife de Chorizo, 900g de carne que serve 2 pessoas, tomamos um Malbec Catena Zapata e fomos dormir muito satisfeitos com o jantar.





Dia 17 - Mendoza - Vinhedos - 23/09/2013



Hoje sera um dia dedicado a conhecer alguns vinhedos aqui de Mendoza. Acordamos as 8:00 da manha, tomamos cafe e comecamos a ligar para algumas das mais famosas bodegas da regiao para marcar uma visita com direito a degustacao de vinhos.

Tentamos marcar um horario nas bodegas Catena Zapata,  Luigi Bosca e Eschoriuela Gascon mas so conseguimos reservar um horario no final da tarde na bodega Eschoriuela. Ai fica uma dica, reserve todas as visitas e degustacoes nas bodegas da regiao de Mendonza com antecedencia.
Depois das tentativas de reserva, resolvemos pegar as motos e ir ateh a regiao produtora de vinhos e conhecer outros vinhedos e tambem uma plantacao e fabrica de azeite. O clima e solo necessarios para a producao de vinho e de azeite sao os mesmos e muitas bodegas hoje ja produzem os 2 tipos de produto.
Saimos do hotel e pegamos a estrada para o Acesso Sur (40) sentido Lujan de Cuyo e Maipu, principais regioes produtoras de vinho na Argentina.











Dia 16 - Santiago do Chile - Mendoza - 363Km - 22/09/2013

Hoje o dia começou cheio de emoção. Acordamos, arrumamos as motos e fomos tomar café. Enquanto tomávamos café a televisão do Hotel estava ligada em um canal de noticias chileno. Em determinado momento começou a passar uma reportagem sobre o Paso Los Libertadores. Passagem que pagaríamos para atravessar do Chile para a Argentina, e que liga as cidades de Santiago a Mendoza. A reportagem dizia que o Paso estava fechado desde quinta-feira, por causa da neve e que não havia previsão para reabertura do Paso, hoje já é domingo.
Comecei a ficar preocupado com o cumprimento do roteiro e os dias que ainda tínhamos de viagem e agora, esperamos em Santiago, tentamos outro Paso, voltamos por onde viemos? Decidi ficar um pouco mais no Hotel e acompanhar as noticias. Das ultimas vezes que acompanhei noticias sobre este Paso, no máximo ficou fechado 5 dias, se for pelo histórico, na pior das hipóteses ficaríamos mais 1 ou 2 dias em Santiago. Este passo fecha muito devido a mau tempo, neve que cai nesta região. A internet no Hotel logo neste momento caiu. Consegui me conectar em um computador do próprio hotel e continuei acompanhando as noticias.
Para nossa sorte, o Paso foi reaberto e próximo do meio dia deixamos a cidade de Santiago, com os tanques cheios. De qualquer forma neste trecho da viagem existem alguns postos do lado Chileno e também depois já no lado argentino.
Saindo de Santiago pegamos a rota 57 sentido Los andes. Em Calle Larga, uma cidadezinha antes de Los Andes, o GPS acabou nos levando por dentro das 2 cidades. Valeu para conhecer os 2 vilarejos, a rua é paralela a estrada e não perdemos muito tempo. Depois de Los Andes caímos na rota 60 que é a estrada que leva até o Paso Los Libertadores, travessia para a Argentina. Do lado argentino, depois do tunel Cristo Redentor esta rota se torna a rota 7.
Este trecho apesar de mais curto e com uma menor altitude do que o Paso de Jama, tem muito mais neve e montanhas congeladas e tambémpor causa da neve é bem frio. Começamos a subir e logo passamos pelo tao cfalado e conhecido Caracoles. Uma sequencia de curvas em zigue-zague, mas que dá para ser feita de forma muito tranquila, o asfalto é bom, pista larga e sem óleo e neve. A vista lá de cima é bonita, olhando para baixo da para ver todas as curvas, alguns picos ao redor e um lago bem la embaixo,  onde as curvas começam. Sinceramente achei este trecho bem mais simples e menos perigoso dos que vários motociclistas e blogs comentam. Talvez tenha criado muita expectativa ou medo. Na minha opinião, a subida para Valle Nevado é mais bonita e emocionante.  Tiramos algumas fotos e seguimos viagem.
Enquanto em Paso Jama chegamos a 4900m de altutide, aqui não passamos de 3500m. A passagem pela Aduana/Imigracao é bem confusa. Antes de tudo passamos por um ponto com 2 placas grandes dizendo que estamos saindo do território chileno, tem uma infraestrutura parecida com uma aduana/imigracao, mas passamos direto, talvez seja utilizada para caminhões ou outros fins. Depois desta estrutura, passamos por uma cancela alguns quilômetros a frente na qual nos deram um papel para ser entregue em um outro ponto da estrada, quase que um papel de pao com um carimbo. Mais alguns quilômetros a frente e alguns tuneis, chegamos até a aduana/imigracao. Nesta estrada existem vários tuneis para garantir que a pista não feche com mais frequência e também para não deixar que a neved cubra a pista. A aduana é um barracão bem grande e os 2 paises trabalham de forma integrada, é possível fazer a saída do chile e a entrada na Argentina de uma única vez, com fizemos em Paso de Jama. Levamos aproximadamente 2 horas para fazer todo o processo de entrada e saída, talvez devido ao fechamento por 3 dias do paso ou mesmo devido ao feriado nacional no Chile, pegamos uma boa fila de carros e ônibus de turismo.
A estrada estava bem movimentada em alguns trechos. Muitos caminhões parados no acostamento e em alguns trechos um pouco de congestionamento devido a velocidade reduzida dos caminhões que trafegavam.
Assim que saímos da aduana, começamos a descer e neste trecho é possível avistar o Aconcagua bem de perto, ele nos acompanhou por um bom tempo no caminho e tiramos algumas fotos com ele ao fundo. Alguns quilômetros abaixo, em uma cancela, pediram aquele documento com carimbo, parecido com um papel de pao.
Seguimos descendo, a neve começou a diminuir e começamos a dirigir por um vale com um rio quase seco no meio, varias curvas e um penhasco ao lado, nada perigoso, um visual fantástico e alguns tuneis na beirada da estrada encravado nas pedras/montanha. Lembra algumas imagens que vi de estradas pela Europa.
Foi assim até próximo a Mendoza. Neste momento, a estrada fica mais plana e é possível avistar um enorme lago do lado esquerdo da pista, com as montanhas com neve ao fundo. Umas das paisagens mais bonitas da viagem. Novamente paramos, tiramos algumas fotos e seguimos rumo a Mendoza. A chegada em Mendoza é por uma estrada, avenida bem larga. A cidade é muito bonita, com uma grande praça no centro e com mais 4 praças ao redor desta, como se forma-se o numero 5 de um dado. Ficamos no Hotel Princess bem no centro, excelente localização. O Hotel é meio antigo mas tem uma boa garagem, apesar de escura. O quarto é antigo, como o banheiro, mas dá para se passar 2 ou 3 dias. Hoteis sofisticados não são o foco da viagem. Por fim serve um bom café da manha e possui wi-fi. Recomendo o Hotel pela localização.
Chegamos ao hotel por volta das 19:00, apesar de ter rodado apenas 380km no dia, saímos tarde de Santiago, rodamos apenas durante o período da tarde. Neste trecho passamos por vários postos policiais mas em nenhum fomos parados. Deixamos as coisas no quarto, tomamos um banho e saímos para jantar.

Fomos até av. Sarmiento, que fica ao lado do hotel e é o ponto das mais tradicionais parrillas da cidade. Jantamos no restaurante Casa Bianchi, pedi um bife de chorizo e tomamos um vinho Malbec. Acho que hoje comi melhor bife de Chorizo da minha vida.

Dia 15 - Santiago do Chile - Cerro San Cristobal - 21/09/2013

O dia amanheceu frio e chuvoso então decidi tirar a manha para descansar no Hotel. Fiquei a manha toda na cama vendo Tv, mexendo nas fotos, vídeos e atualizando o diário da viagem.

O Glauco decidiu dar uma volta no Shopping e voltou para o Hotel por volta das 14:00hrs.
O tempo começou a melhorar e o sol resolveu aparecer, decidimos emtao ir ao Cerro San Cristobal, que fica próximo ao Hotel e seria uma boa oportunidade para dar uma volta e tirar algumas fotos panorâmicas da cidade de Santiago.










Ficamos no parque até umas 16:30 tirando fotos, observando o visual da cidade e das montanhas ao redor, observando as pessoas. Aproveitei para comprar as lembrancinhas para a família e também comi uma empanada de pino (molho de carne com cebola e etc) já que não tinha almoçado.





A noite fomos ao Giratorio, mais um bom restaurante e muito frequentado por turistas que vem a cidade, 90% são brasileiros, a impressão é que estava em SP, rs. Comi uma centolla com arroz e tomamos um vinho Carmenere.

Dia 14 - Santiago do Chile - Valle Nevado - 20/09/2013

Hoje tiramos o dia para subir o Vale Nevado de moto. O dia amanheceu com o ceu um pouco nublado e frio.
Saimos do Hotel umas 10:00hrs da manha e paramos num posto do lado do hotel para abastecer as motos. Era um posto da Petrobras e o primeiro em que nos mesmos abasteciamos as motos, resultado, dei um banho de gasolina na minha moto e na minha roupa. Achei que não estava saindo nada da bomba e quando tirei o bico do tanque caiu tudo em mim e na moto.

Comprei uma garrafa de agua e lavei o tanque a roupa. Depois do banho, saimos do posto e pegamos uma longa avenida e depois a rota 5 sentido Las Condes. Da estrada já avistávamos as montanhas congeladas ao fundo da estrada.

O caminho para Vale Nevado é um uma serrinha cheia de curvas. No inicio muito verde e um riacho no meio do vale, depois a vegetação vai secando um pouco, ficando mais seca, o visual das montanhas e do penhasco vai aumentando. No meio da estrada passamos por um posto de carabineiros que nos parou para conversar, saber das motos, da viagem e desejar sorte. Quanto mais alto mais as curvas ficam fechadas e a estrada mais estreita. Em alguns trechos de curvas a passagem da apenas para um carro por vez.

Subimos bem atentos pois havia nevado na noite anterior e não estava com pneus mistos e não queria sofrer nenhum tombo no caminho. Felizmente não pegamos neve na pista, apenas ao redor dela e no acostamento, o que deixou a paisagem ainda mais bonita.

Chegamos a primeira estacao de esqui - Farellones e depois fomos ate La Parva, tiramos algumas fotos e conversamos um pouco com o pessoal que estava na estacao de esqui.




Depois disso fomos para o Vale Nevado que fica alguns quilômetros mais acima. Em Farellones praticamente não havia mais neve, mas em La Parva e El Colorado ainda tinha bastante.




Chegamos em Vale nevado próximo das 13:30 da tarde. A pista estava aberta e cheia de gente esquiando. Encontramos alguns brasileiros bem na entrada da pista e ficamos conversando um pouco com eles, tiramos algumas fotos e logo descemos pois fomos avisados que mais tarde iria nevar novamente e descer com neve seria ainda mais ariscado. La em cima ja estava sentindo um pouco de neve caindo no meu cabelo e na roupa.














Fizemos a descida com muita tranquilidade, quase não pegamos veículos na descida e chegamos no Hotel as 16:30hrs e fomos descansar. A noite resolvemos ir ao Patio Belavista para jantar e ver o movimento. Acho que devido ao feriado e ao frio, não tinha muita gente nos restaurantes e bares dentro do Patio e também na rua ao lado que possui vários bares e restaurantes, inclusive o Como Agua para Chocolate, muito comentado e conhecido aqui em Santiago pelo moradores e turistas que passam pela cidade.
Entramos em 2 ou 3 bares para conhecer, tomamos um drink em um deles e depois resolvemos ficar no bar Constituicion, estava mais cheio que os outros, tem vários ambientes e musica boa. Tomamos mais uma cerveja comemos um petisco e fomos embora.

Dia 13 - La Serena – Santiago do Chile – 483KM - 19/09/2013

Saimos de La Serena as 9:00hrs, parece tarde mas como estamos em horário de verão aqui no Chile, estamos saindo praticamente as 8:00hrs, um bom horário para quem esta viajando de moto e vai passar o dia todo na estrada.

A visual da estrada hoje foi totalmente diferente dos últimos dias. Varias serrinhas com curvas, estrada duplicada, continuamos quase o tempo todo pela ruta 5, grandes retas ainda e um visual maravilhoso da costa com seu mar azul que em algumas partes assume um tom esverdeado, batendo nas paredes de pedra da costa e ao fundo o mar se confundindo com o ceu azul.

Pegamos vários trechos com usinas eólicas, com grandes hélices rodando, um visual muito legal e diferente do habitual.


Passamos por varias cidadezinhas litorâneas e praias. Novamente, aproveitem para abastecer nos postos que passaram pela estrada pois não são muitos. Em alguns trechos os postos estão distantes cerca de 100km. Paramos para abastecer umas 11:30 da manha e aproveitamos para comer uma Hmaburguesa e garantir um almoço rápido. O posto tinha um lanchonete bem ajeitada.

Seguimos viagem e depois de La Ligua a ruta 5 se divide em 2. Pegamos um trecho de serra chamado El Melon, na verdade este trecho corta apenas um pedágio e cai de novo na rota 5. Acho que não chega a 10km, mas a serrinha vale a pena pelo visual e curvas. Voltando para a rota 5, a ideia era pegar a rota 60 e seguir para o litoral passando por Vina del Mar e Valparaiso. Quando avistamos a entrada para a rota 60, o Glauco que não estava com mapa acabou passando reto. Esperei por aproximadamente 45 minutos, deixei alguns recados no celular avisando, mas como ele não voltou achei que tivesse seguido direto para Santiago. Segui então sozinho, pela primeira vez, e peguei  a rota 60. Estrada duplicada com paisagem de montanhas, verdes e algumas plantações de laranja e vinhedos. Depois de mais ou menos 60km cheguei em Vina del Mar. Dei uma volta pela cidade e como estava sozinho e preocupado com o Glauco, segui direto para Valparaiso. Em Valparaiso fiz mesma coisa, dei uma volta pela cidade, parei apenas para abastecer e segui rumo a Santiago para ver se encontrava já o Glauco no hotel. A rota 5 onde estavamos antes do desencontro segue direto para Santiago.

A ideia era parar em Valparaiso e Vina del Mar, tirar algumas fotos por la, na casa do Pablo Neruda, com o Moai, tem um que foi retirado da ilha de Pascoa e fica por la e também em um jardim, que agora não me lembro o nome onde existe um belo anfiteatro.

Saindo de Valparaiso peguei a rota 68. Bela estrada, novamente com pista dupla, varias serrinhas com retas e curvas, bem arborizada e um circuito de viniculas ao lado, me lembro de ter passado pela Concha Y Toro e por uma placa da Undurraga, que visitei na ultima vez que estive aqui Santiago.
Cheguei em Santiago por volta das 16:30hs, como estamos em feriado nacional, independência do Chile, o centro estava todo fechado, com desfiles militares e danças locais, tive de dar uma volta enorme pata conseguir chegar  ao Hotel Ibis na avenida Providencia.

Uns 15 minutos depois que cheguei, o Glauco chegou também ao Hotel. Tudo certo, agora é arrumar as coisas, tomar um banho e procurar algum lugar aberto para jantar.
Resolvemos andar pela avenida, para encontrar algum lugar aberto e acabamos encontrando uma Pizzaria bem aconchegante. Comemos uma pizza, tomamos um vinho e um sorvete. Voltamos para o Hotel e apagamos.

O Ibis é um bom hotel e a localização é ótima, tem internet wifi e também estacionamento. A ducha eh melhor até aqui, o ruim fica por conta do quarto que é muito pequeno e as 2 camas de solteiro ficam praticamente juntas.

Dia 12 - Taltal - La Serena - 650Km -18/09/2013

Hoje acordamos um pouco mais tarde, as 7:00hrs da manha. Arrumamos tudo e saímos de Taltal as 9:15, já havíamos abastecido a moto no dia anterior. Pegamos a  estradinha entre as serras e logo depois a rota 5 novamente, sentido La Serena, nosso destino do dia.


Logo que chegamos a rota 5 pegamos um trecho em reforma, acredito que estão duplicando a pista. Este trecho de terra e asfalto ruim durou uns 20km. Acredito que quem passar por aqui daqui algum tempo já terá uma estrada dupla para aproveitar.
Seguimos até Chanaral, com o mesmo visual do dia anterior, muito deserto, grandes retas e algumas montanhas no caminho. A partir deste trecho a altitude já baixa, fica por volta de 500 a 700m e quando chega a costa por volta de 50 a 100m.

O trecho de hoje beira a costa do Pacifico. Muita atenção neste trecho pois não há muitos postos de gasolina, somente próximo das grandes cidades como Chanaral, Copiapó, Vallenar e por fim La Serena.

Chegando em Chanaral, pegamos um trecho curto em reforma novamente e aproveitamos já para abastecer as motos. Neste trecho começa o circuito costeiro e a estrada beira a costa até Caldera, mais ou menos 90km.


A paisagem é bonita, mar azul, muito azul, costas de predra e algumas praias com poucas casas, a maioria simples de maderia ou pedra. Passando por Caldera, resolvemos ir até uma praia chamada Bahia dos Ingleses, que durante o caminho vimos algumas placas e gerou curiosodade. Fica a 12km da estrada, contando ida e a volta. Valeu a pena, é uma bela praia, bem diferente das praias do pacifico e muito parecida com as praias do atlantico e do Brasil, com um belo visual, boa estrutura de casas e restaurantes. Lembra um pouco Cabo Frio ou mesmo Riviera um pouco mais selvagem sem aquele monte de prédios, um lugar para férias ou passar um final de semana, para quem tem alto padrão aquisitivo. Bom, tiramos algumas fotos e seguimos novamente viagem pela rota 5 sentido Copiapo.












Deixamos o circuito costeiro e mesma paisagem, deserto, pedras e estrada pela frente. A estrada durante todo tempo tem pista boa e durante um bom trecho principalmente próximo as cidades principais que ela corta tem pista dupla.
Em copiapó, fique a esquerda na bifurcação, neste trecho meu GPS dava outro caminho, mas seguimos as placas e deu certo. Pegamos um trecho com um pouco de vento e curvas, não parece a mesma estrada, mas depois volta tudo ao nomal, retas, deserto e boa estrada. Pelo que me lembro no trecho de hoje pagamos 2 pedagios. Passamos por alguns carabineiros também sem problemas. Seguimos sempre entre 100 e 120km/h.
Chegando a Vallenar, mais uma parada para abastecer as motos e aproveitamos para comer um lanchinho rápido pois já eram 3 da tatde. Hoje resolvermos não parar para almocar e chegar um pouco mais cedo ao destino final. A cidade de La Serena me parece um lugar bonito e turístico. Nesta época o Chile comemora também sua Independencia e são 3 dias de feriado e 5 dias de festas pelo pais, a cidade de La Serena deve estar cheia, por isso a dificuldade de reservar um hotel por la.
Antes de chegar a La Serena, descemos uma serra, faltando aproximadamente 50km e ai começa o trecho mais bonito da viagem. Mar azul, se confundindo no infinito com o ceu, o sol refletido na agua, grandes paredes de pedras e a ondas batendo neles. Umas das imagens mais bonitas da viagem. Tirei novamente algumas fotos e finalmente, após 650km chegamos a La Serena. Já abastecemos as motos novamente, para ganharmos tempo ou alguns minutos a mais de sono.






La Serena é uma cidade muito bonita, com um centro bem arrumado e belos prédios, uma praia  bem longa, lembra bastante a praia da Enseada no Guaruja ou mesmo Copacabana, os edifícios e casas em frente a baixos como na Barra e existem alguns restaurantes, uma pista de cooper e para bicicletas, calcadao e no inicio da praia um belo Farol.
Ficamos no hotel Mar del Ensueno, bem em frente a praia. Como chegamos um pouco mais cedo, 17:30 e no Chile estamos em hotario de verão, deixamos as coisas no quarto e fomos caminhar um pouco no calçadão, conhecer a praia e também para botar as pernas para trabalhar um pouco, afinal passamos praticamente o dia todo sentados nas motos.
Voltamos para o Hotel, relaxamos mais um 15 minutos na piscina (aquecida) e fomos jantar.


Escolhemos o restaurante Las Brisas, boa estrutura, boas opções de pratos, comi um risoto mar y monte, mas o atendimento, musica e as opcoes de vinhos sao fracas, apenas um no cardápio.

Vi muitos blogs que comentavam sobre os fortes ventos laterais neste trecho,  não pegamos quase nada, apenas em um vale onde existe uma usina eólica, la sim ventou um pouco mas não chegou a 5 minutos de viagem. Pegamos vento mesmo na Argetina, no trecho do Chaco e também até Quimili.